O Curso
Especialização em Saúde da Família
O Curso de Especialização em Saúde da Família (CESF) é uma iniciativa do Ministério da Saúde que criou, em 2008, a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS). Trata-se, portanto, de um programa que estabelece condições para o funcionamento de rede colaborativa de instituições acadêmicas, serviços de saúde e gestão do SUS para atender às necessidades de formação e educação permanente no âmbito da Saúde Coletiva e Atenção Básica nos municípios brasileiros. O CESF, tem 450h, terá duração de 12 meses e conta com 3 momentos presenciais obrigatórios e avaliativos. O título de especialista será obtido após o cumprimento de todos os créditos e apresentação de trabalho de conclusão de curso (TCC). O objetivo geral da especialização é que o aluno, uma vez inserido no serviço de saúde, possa reavaliar suas práticas de trabalho, interagindo com os demais profissionais e propondo estratégias resolutivas para os problemas enfrentados no dia-a-dia de seu trabalho.
Público-alvo: Médicos participantes do Programa Mais Médicos.
Módulos
Especialização em Saúde da Família
| Eixos | Módulos | Descrição dos Módulos | Carga horária |
|---|---|---|---|
| Eixo 1120h | 1 | Introdução ao Curso de Especialização em Saúde da Família - Modalidade a Distância e ao Ambiente Virtual de Aprendizagem | 30h |
| 2 | Saúde e Sociedade | 30h | |
| 3 | Conceitos e Ferramentas de Epidemiologia | 30h | |
| 4 | Processo de Trabalho e Planejamento | 30h | |
| Eixo 2210h | 5 | Saúde da Criança I | 30h |
| 6 | Saúde da Criança II | 30h | |
| 7 | Saúde do Adulto I | 30h | |
| 8 | Saúde do Adulto II | 30h | |
| 9 | Saúde do Adolescente e Jovem | 30h | |
| 10 | Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa | 30h | |
| 11 | Saúde da Mulher | 30h | |
| Eixo 360h | 12 | Saúde Mental | 30h |
| 13 | Alimentação e Nutrição | 30h | |
| 14 | Doenças Transmissíveis | 30h | |
| 15 | Metodologia da Pesquisa¹ | 30h |
¹ Módulo oferecido transversalmente ao longo do curso.
Coordenação
Especialização em Saúde da Família
| Coordenações | Profissional |
|---|---|
| Geral da UNASUS | Ana Emília Figueiredo de Oliveira |
| Coordenação Administrativa | Eurides Castro |
| Núcleo Pedagógico | Deborah Baesse |
| Coordenação do Curso | Ana Emília Figueiredo de Oliveira |
| Núcleo de Tecnologia | Rômulo Martins |
| Supervisão de Tutoria | Vanessa Belo e Luana Castro |
| Supervisão de Monitoramento | Jefferson Almeida |
A versão em PDF pode ser encontrada em:
Agora, uma prévia do curso:
Apresentação
A versão em PDF pode ser encontrada em:
Olá, caro (a) aluno (a)!
Iniciaremos agora o curso de capacitação em Atenção Integral à Saúde Materna. O curso é composto por dois módulos que discutem questões essenciais para a assistência à saúde materna. A fim de facilitar a compreensão do conteúdo, cada um dos dois módulos está dividido em três unidades.
Para iniciar, vamos estudar as principais ações voltadas para o planejamento familiar e como a equipe de Atenção Básica poderá intervir nessas ações.
Bons estudos!
Planejamento familiar
Consiste em um conjunto de ações que auxiliam as pessoas que pretendem ter filhos e também aquelas que preferem adiar o aumento da família. Segundo Coelho; Porto (2009), um serviço de planejamento familiar deve estar fundamentado em:
- Práticas educativas;
- Garantia de acesso aos usuários;
- Equipe profissional multidisciplinar envolvida;
- Livre escolha do método contraceptivo;
- Disponibilidade contínua dos métodos contraceptivos;
- Consultas e acompanhamento médico para os usuários;
- Assistência nos casos de infertilidade conjugal.
Você sabia?
O planejamento familiar é garantido pela Constituição Federal e também pela Lei n° 9.263, de 1996. O número de filhos, o espaçamento entre eles e a escolha do método anticoncepcional mais adequado são opções que toda mulher, homem e/ou casal devem ter o direito de escolher de forma livre e por meio da informação, sem discriminação, coerção ou violência (BRASIL, 2002).
Planejamento familiar
No Brasil, a Política Nacional de Planejamento Familiar foi criada em 2007 e envolve oferta de oito métodos contraceptivos gratuitos e também a venda de anticoncepcionais a preços reduzidos na rede “Farmácia Popular”.
Segundo dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), financiada pelo Ministério da Saúde, a política de distribuição de meios anticonceptivos, gerou importante redução no número de gravidezes indesejadas. Esse fator pode ter contribuído com a queda nos índices de abortos inseguros e, por conseguinte, na mortalidade materna (BRASIL, 2009).
A partir dessas premissas iniciais fica explícita a importância do trabalho da equipe de ESF aliado às ações de planejamento familiar. As ações da equipe devem seguir na direção de dois blocos fundamentais apontados pela Política Nacional de Planejamento Familiar e pelas recomendações técnicas do Ministério da Saúde:
- ações dirigidas para assistência à anticoncepção
- ações dirigidas para assistência à infertilidade conjugal
As ações da equipe da ESF
No que diz respeito à assistência à anticoncepção, o Ministério da Saúde assegura que as ações dos profissionais devem ser integradas e abranger aspectos integrais da assistência à mulher, desenvolvendo fundamentalmente:
Ações educativas
Ações de Aconselhamento
Ações Clínicas
Vamos praticar?
Construa um quadro contendo as atividades realizadas pela equipe de ESF para cada um dos blocos de atividades direcionadas às ações de planejamento familiar, especificando a atribuição de cada membro da equipe dentro de suas possibilidades de atuação profissional.

As ações da equipe da ESF
Em relação à assistência à infertilidade conjugal o apoio e orientação para casais com dificuldade para engravidar após um ou dois anos de vida sexual sem proteção contraceptiva também é uma atividade do programa de planejamento familiar.
Mesmo quando o SUS oferece tratamento, são poucas as opções de medicações, o que inviabiliza atender toda a demanda. Todavia, o médico da equipe poderá proceder à propedêutica inicial e tratar casos menos complexos e orientar sobre os centros especializados.
As ações da equipe da ESF
A assistência médica no planejamento familiar na Atenção Básica pressupõe a oferta de todas as alternativas de métodos anticoncepcionais, bem como o conhecimento de suas indicações, contraindicações e implicações de prescrição e uso, garantindo à mulher, ao homem ou ao casal os elementos necessários para a opção livre e consciente do método que possa ser mais conveniente.
- Aos enfermeiros cabem conhecer, descrever e recomendar o uso dos métodos anticoncepcionais: comportamentais, de barreira, hormonais, de emergência, dispositivo intrauterino, contracepção cirúrgica, além de conceituar infertilidade conjugal, descrevendo suas principais causas e fatores de risco.
- Os médicos devem identificar se há infertilidade conjugal. Quando houver, devem descrever suas principais causas e fatores de risco, apontando abordagem diagnóstica inicial do casal.
Reflita sobre os seguintes questionamentos.
As ações da equipe da ESF
Métodos contraceptivos
O Sistema Único de Saúde (SUS) reforçou a assistência ao planejamento familiar em 2007, com a Política de Planejamento Familiar, aumentando o acesso a vasectomias e laqueaduras, além de ampliar a distribuição de preservativos e facilitar a venda de anticoncepcionais orais e injetáveis por meio da Farmácia Popular. Atualmente, conforme já informado, as mulheres em idade fértil podem contar com oito métodos contraceptivos disponibilizados pelo SUS.
Métodos contraceptivos
Você sabia?
A decisão do método anticoncepcional a ser utilizado, deve levar em conta: eficácia do método, efeitos secundários, aceitabilidade, disponibilidade, facilidade de uso, reversibilidade, proteção a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e infecção pelo HIV, condições econômicas, características da personalidade da mulher e/ou do homem, fase da vida, padrão de comportamento sexual, aspirações reprodutivas, medo, dúvidas e vergonha, estado de saúde e critérios clínicos.
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